segunda-feira, outubro 20, 2008

A Turma (Entre Les Murs) em ante-estreia no DocLisboa





A Turma (Entre Les Murs), de Laurent Cantet, vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes tem a sua antestreia com a presença do realizador esta quarta-feira, às 21h00, na Culturgest.

Trata-se de uma iniciativa do festival DocLisboa, apesar deste filme não ser um documentário.

A estreia nacional desta fita está marcada para 30 de Outubro.


sexta-feira, outubro 17, 2008

O DocLisboa também é para os miúdos














The Red Race, Chao Gan 

O Festival Internacional de Cinema Documental (DocLisboa), que começou ontem em Lisboa, conta com um ateliê dedicado às crianças dos 8 aos 12 anos.

“Docs 4 Kids” é uma iniciativa que tenta mostrar o documentário como experiência de aprendizagem e crescimento.

“São ateliês onde as crianças se podem inscrever e desenvolver o seu gosto pelo documentário” anunciou Sérgio Treffaut, director do festival.

Os ateliês desenvolvem-se a partir do visionamento de excertos do documentário “The Red Race” que trata o quotidiano de um grupo de crianças provenientes de zonas rurais pobres e que sonham conquistar uma medalha de ouro. “The Red Race” apresenta os custos físicos e emocionais da alta competição.

O “Doc 4 Kids” realiza-se no cinema São Jorge, em Lisboa, nos dias 18, 19 e 25 de Outubro.

 

Para informações e inscrições contacte o 96 327 12 55 ou escolas@doclisboa.org.

sábado, outubro 11, 2008

Tempestade Tropical (2008)



Título Original: 

Tropic Thunder

Realização: 

Ben Stiller

Argumento: 

Ben Stiller

Género: 

Aventura

Comédia

Elenco:

Ben Stiller

Jack Black 

Robert Downey Jr.


A Ben Stiller faltava um impulso no currículo. A sua interpretação mais emblemática (“Doidos por Mary”) já foi há algum tempo. A película em que enfrenta Robert De Niro no papel de sogro (“Um sogro do Pior”) também não é recente e o fenómeno destas duas interpretações nem sempre se repetiu com os restantes filmes. O seu talento começou a ser posto em causa, apesar dos resultados na bilheteira.

 Em “Tempestade Tropical” Stiller é actor, argumentista, realizador e produtor. O resultado: bastante positivo. A sua personagem Tugg Speedman é apresentada como um actor cuja carreira já teve melhores dias. Algo biográfico, não?

“Tempestade Tropical” tem como premissa a realização do filme de guerra mais caro de sempre. Trata-se da adaptação de uma obra, o veredicto de um veterano de guerra que conseguiu escapar a uma desastrosa missão no Vietname em 1969. Uma situação comum no mercado da sétima arte.

O produtor Les Grossman (Tom Cruise), um dos homens mais ricos do mundo segundo a revista Forbes, cede a realização ao novato Damien Cockburn (Steve Coogan) habituado ao teatro. A inexperiência, o vedetismo dos protagonistas e a dimensão do desafio ditaram atrasos na produção, bem como a perda de parte do orçamento.

Cockburn, movido pela influência do veterano de guerra cuja obra estava a ser adaptada, decidiu levar os actores para o Vietname e tornar tudo o mais real possível. Era importante que os actores não tivessem acesso aos assistentes bem como aos demais luxos de vedeta. É aqui que “Tempestade Tropical” ganha os seus contornos.

“Tempestade Tropical” é muito mais do que uma comédia com actores conhecidos e explosões à mistura. Trata-se de um abanão, sério, à estrutura de Hollywood. Uma crítica aos actores com síndrome de vedeta. Sim, as estrelas do cinema que não passam sem os luxos ou as negociações dos assistentes. Uma crítica às megas-produções e ao product placement. Uma crítica às adaptações cinematográficas e até mesmo à penetração dos encenadores teatrais no meio.

Critica os blockbusters apesar de ser na sua essência um “filme pipoca” com algo a acrescentar. “Tempestade Tropical” tem de ser visto com outros olhos. Ou seja, requer uma análise para além das cenas que passam no ecrã. Se tal for feito “Tempestade Tropical” alcança um estatuto bem superior ao de “comédia pipoca”.

Do trio de estrelas Robert Downey Jr. tem o maior brilho. Ele é Kirk Lazarus o actor que já ganhou Óscares e que agora tem em mãos a interpretação de um veterano de guerra negro. Conhecido pelo empenho em todos os seus papéis, um verdadeiro camaleão no que respeita à caracterização, decide ser operado para mudar a pigmentação da pele.

Mas se Downey Jr. brilha, Tom Cruise surpreende. Uma presença inesperada nesta fita e com uma interpretação bem diferente de todas as que fez anteriormente. Será esta a tentativa encontrada por Cruise para cair, novamente, nas “boas graças” do público?

Jack Black não apresenta diferença em relação aos papéis anteriores, contudo cabe a ele o momento mais engraçado do filme – uma cena de luta após uma desintoxicação forçada. Ben Stiller conseguiu alcançar o que ele e o seu personagem procuravam, um twist na carreira.

Sem grandes problemas de filmagem, sonoplastia ou de argumento “Tempestade Tropical” é uma película que merece atenção e reconhecimento. Será que vai ficar na história do cinema por aquilo que representa?

Se está a pensar ver “Tempestade Tropical” não se atrase na ida para a sala de cinema é que há trailers fictícios com os actores do filme antes da película. À semelhança do que foi feito no grindhouse “Planet Terror” e “Death Proof”.

 

Classificação:


sexta-feira, outubro 10, 2008

O Panda do Kung Fu (2008)






Título Original:

Kung Fu Panda


Realizador: 

Mark Osborne

John Stevenson


Género:

Animação 

Artes Marciais


Vozes no original: 

Jack Black 

Dustin Hoffman 

Angelina Jolie 










E se um panda (bem pesado) fosse o melhor guerreiro do kung-fu?


Porque ainda não se paga por sonhar, um panda sonha ser o maior mestre de todos os tempos. Forte. Imbatível. Único. Ou não fosse ele um panda.

Mas uma vez que não basta sonhar para o sonho se tornar realidade, assim que desperta do sono depara-se com a rotina do dia-a-dia, bem longe das artes-marciais. O panda Po ajuda o pai, todos os dias, no restaurante de massas. Apesar da sua destreza a encher tigelas e a servir os clientes, tal não corresponde à carreira dos seus sonhos.

Tai Lung, o lutador mais temido de todos os tempos, um tigre cuja ambição de ser cada vez mais forte o levou para o lado das trevas, conseguiu escapar da prisão de alta segurança onde foi enclausurado. 

Perante a ameaça de um novo caos trazido por Tai Lung surge a necessidade de eleger o novo mestre dragão. Será esta a grande oportunidade para Po?

Uma vez mais a Dreamworks aproveita o verão para lançar um filme destinado a toda a família. Longe da cosmopolita Nova-Iorque (Madagáscar), Londres (Por água abaixo) ou do reino bué-bué longe, os produtores de O Panda do Kung Fu escolheram a China como o "cenário" desta história. Uma mudança de cenário nos filmes de animação que acaba por funcionar muito bem.

Apesar de no início sabermos de imediato como vai acabar, O Panda do Kung Fu acaba por ser didáctico e agradável na medida que combina uma boa banda-sonora (adequada ao cenário da acção) com a história divertida e imersa em simbolismos.


Se gosta de artes marciais e está farto de filmes com o Jet Li e companhia limitada, eis uma forma de juntar o útil ao agradável.


Classificação: