sexta-feira, abril 10, 2009

À moda dos grandes clássicos


«Ah, le cinéma! Remember the days when men were strong and silent, women were chic and sophistiqué, and the action was as smooth as our 4% triple filtered beer? Formidable!

At Stella Artois, we have gone back in time to rediscover these films – the originals, before Hollywood did to them what Hollywood, sadly, does.
Vive le cinéma triple filter!»


O site Smooth Originals apresenta a versão clássica de alguns filmes contemporâneos. Deixe-se levar por estas criações originais e bastante divertidas.



sexta-feira, abril 03, 2009

Ele não está assim tão interessado



“Don’t worry, he’s totally gonna call”



Bem, isto é o que as mulheres dizem umas às outras. Idealistas, sonhadoras e excuse takers. No entanto, basta consultarmos um homem (pode ser um amigo ou alguém experiente em relações) para que a reposta seja outra. Basicamente o que vamos ouvir, e estejam preparadas, é o seguinte “Se andas com um homem e ele te fez isso (dormiu com outra, não quer casar contigo, está fora em trabalho e não pode telefonar ou arranjou uma desculpa completamente estapafúrdia) é porque não está assim tão interessado em ti!”.
He’s just not that into you começou como um projecto literário, num dia igual a tantos outros, na sala de guionistas da série televisiva Sexo e a Cidade. Greg Behrendt, heterossexual e casado, integrava a equipa uma vez por semana para dar o seu parecer masculino. Nesse dia enquanto ouvia sobre a relação de outra argumentista, foi-lhe pedida a sua opinião. E eis que nasceu o título deste pequeno manual sobre relacionamentos (em co-autoria com Liz Tuccillo, também ela argumentista da série), agora transformado em filme.
Ele não está assim tão interessado não é uma típica comédia romântica, mas um aglomerado de histórias, conjugado com aquela espécie de vox-pop que povoava as primeiras temporadas de Sexo e a Cidade. Acima de tudo é uma excelente adaptação ao livro, todo ele desenvolvido através de problema – resposta, sem intuito de criar uma narrativa tradicional ou algo que lhe valha.
Escusado será dizer que o filme realizado por Ken Kwapis (Licença para Casar) está cheio de grandes estrelas de Hollywood e que todas estas cumprem na perfeição o papel a que estão destinadas.
Sem problemas de argumento ou de banda-sonora (Somewhere only we know, dos Keane), com bons momentos fotográficos mas problemas de transição entre alguns dos planos.
Trata-se de uma comédia divertida, bem-intencionada e adequada à estação do ano, ideal para um final de tarde.

Classificação:




quinta-feira, março 19, 2009

Broadway às escuras por Natasha Richardson


A actriz Natasha Richardson, 45 anos, faleceu ontem em Nova Iorque na consequência de uma queda enquanto praticava esqui.

O acidente ocorreu sexta-feira na estância de Mont Tremblant, no Candadá. Na altura da queda a actriz levantou-se, riu-se e não deu importância ao sucedido. Deslocou-se ao hotel e só uma hora depois é que uma forte dor de cabeça motivou a ida a uma clínica local.

Natasha Richardson foi transferida para o Lenox Hill Hospital, em Nova Iorque, onde acabou por falecer. A autópsia aponta a hemorragia extradural, provocada pela queda, como causa do óbito. 

Apesar de ser um rosto conhecido na sétima-arte (Pai para mim, Mãe para Ti e Encontro em Manhattan) foi no teatro que deixou o seu maior legado.

Hoje às oito da noite locais, meia-noite em Lisboa, todos os teatros da Broadway vai desligar as luzes em homenagem à actriz.


quinta-feira, março 12, 2009

Gran Torino




Walt Kowalski (Clint Eastwood) é um amargurado ex-veterano de guerra. Vive sozinho. Perdeu recentemente a mulher e evita, ao máximo, o contacto com a família. O bairro onde viveu uma vida mudou drasticamente ao longo das décadas. As típicas famílias americanas com que conviveu mudaram-se e deram lugar à comunidade asiática. Todos saíram. Todos, menos ele. Consequência directa da teimosia que lhe marca o espírito.
Kowalski já perdeu tudo. Bem, quase tudo. Afinal ainda lhe resta a casa, o cão, as ferramentas e o seu precioso Ford Gran Torino de 1972, o carro que montou com as suas próprias mãos quando trabalhava na fábrica da Ford.
Gosta de passar os dias sentado no alpendre, com o cão ao lado e uma cerveja na mão. Senta-se olha em redor e sente desdém pelo que vê. Repugna-lhe a atitude dos jovens e o facto de estar rodeado de asiáticos. A bandeira americana hasteada na fachada da casa é o seu exaltado grito patriótico.
Uma noite o miúdo que vive na casa ao lado invade a propriedade de Kowalski para roubar o Gran Torino, como rito de iniciação num gangue. Apercebe-se da presença do jovem e não tarda a mostrar a sua carabina. A operação fica sem efeito. O ódio cresce ainda mais. Mas, o destino decide pregar-lhe uma partida e Kowalski vai passar a ver os “bárbaros”, como lhes chama em determinado ponto da história, com outros olhos.
Gran Torino é muito mais do que uma história sobre um carro antigo, as diferenças culturais entre dois povos ou sobre a crescente vaga de criminalidade nos meios urbanos. É a história de um homem viúvo, marcado pela guerra, abandonado pela família e socialmente alheado. Walt Kowalski é a representação de uma geração. A geração dos bravos cujas forças já se esgotaram. A dos sonhos vencidos. A dos despejados para um retiro, porque os filhos não querem responsabilidades acrescidas.
Aos 53 anos de carreira (78 de vida), Clint Eastwood continua a prender os espectadores ao ecrã. O rosto duro e enfurecido já mostra um inabalável cansaço. Há, até mesmo, quem aposte que este pode ser o último projecto em frente das cameras.  Recentemente premiado em Cannes (apesar de o certame decorrer só em Maio), o homem dos westerns tenta a todo o custo aproveitar o tempo que lhe resta para deixar uma marca, ainda mais profunda, na sétima-arte.
Actor quase toda uma vida, realizador tardio. Verdade seja dita, move-se bem à frente e atrás das cameras. Volta a repetir a proeza de Million Dollar Baby – Sonhos Vencidos, ao desempenhar em simultâneo as funções de actor e realizador. Para além das poucas diferenças existentes entre Kowalski e o treinador de Sonhos Vencidos.
Em termos narrativos Gran Torino está longe de ter o impacto de Sonhos Vencidos ou até mesmo do seu mais recente A Troca. Contudo, e uma vez que a América está em mudança, esta pode ser a estratégia escolhida pelo realizador para veicular uma mensagem política. O mesmo aconteceu recentemente com Milk, de Gus Van Sant.
Notável em termos técnicos, nomeadamente na fotografia dirigida por Tom Stern (Beleza Americana e A Troca) e na excelente transição que é feita entre planos.
Nos Estados Unidos, Gran Torino passou por um fenómeno diferente do habitual. Começou por estrear num baixo número de salas e apenas à terceira semana é que teve a merecida distribuição nacional. A história de entre-ajunta entre o ex-veterano de guerra e os vizinhos asiáticos passou de imediato a liderar a tabela dos filmes mais vistos, na terra do tio Sam.
Clint Eastwood mostra em Gran Torino que, afinal, é possível fazer um grande filme sem recorrer a vedetas ou argumentos megalómanos. 

Ficha Técnica
Título Original: Gran Torino
Realizador: Clint Eastwood
Género: Drama
Elenco: Clint Eastwood, Christopher Carley, Ben Vang e Ahney Her


Classificação:

quarta-feira, março 11, 2009

Jake Gyllenhaal é Prince of Persia




Eis as primeiras imagens de Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain) enquanto Prince of Persia. Sim, o filme é baseado no videojogo homónimo. 


Nesta película Jake será um principe aventureiro que se junta a uma princesa rival. O objectivo? Lutar contra uma tempestade de areia, que pode destruir o mundo. 

Quem agradece são as fãs do actor que podem, assim, vê-lo em tronco nu.