sexta-feira, dezembro 29, 2006

Transamerica

Um filme que podia ser Drama, mas que acaba por ser uma comédia que apela, sobretudo, à reflexão.

Felicity Huffman é um verdadeiro camaleão. Neste Transamerica não há qualquer essência ou brilho de Lynete Scavo (a sua personagem em Desperate Housewives). Huffman revela-se uma verdadeira actriz e esta foi a sua prova de fogo!

Transamerica faz-nos encarar que a transexualidade dá-se por ser uma doença, e não um capricho ou uma loucura. Mostra-nos o lado humano dos transexuais e faz-nos entrar no seu mundo.

Um bom filme!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Sugestões e Desilusões

Sugestões:

- Borat

- O Amor Não Tira Férias


Desilusões:

- Flushed Away (Por Água Abaixo)

sexta-feira, dezembro 08, 2006

007 Casino Royale

























Título Original: 007 Casino Royale
Realização: Martin Campbell
Argumento: Neal Purvis; Robert Wade
Género: Acção / Aventura
Ano: 2006
Elenco: Daniel Craig; Eva Green; Judi Dench




Comentário:
Comecemos a análise do mais recente James Bond pelo genérico. Pela primeira vez, a sonoridade do genérico ficou a cargo de um homem, falamos de Chris Cornell e o seu esplêndido, e deveras viciante, You know my name.

O genérico está muito bem construído em termos multimédia, tendo em conta o cenário de rodagem do filme, o qual acaba por se apresentar no título. No entanto, embora a música de Chris Cornell seja esplêndida, pura e simplesmente não consegue fazer sentido naquele genérico. Contudo, faria todo o sentido nos créditos, visto que a letra consiste num resumo à intriga passada pelo herói. Faça o seguinte: veja o filme e no regresso a casa... dê um pulo ao itunes para fazer o download e procure a letra online... vai ver que faz todo o sentido!
A primeira sequência do filme, a qual se apresenta a preto e branco, explicanos o ingresso de James Bond no universo double 0. No entanto, esta mesma sequência apresenta-se como muito pouco convincente não só em termos de argumento, como no que respeita ao tratamento de imagem a preto e branco. É caso para aplicar o carimbo... DISPENSÁVEL!!
Nas semanas que antecederam esta estreia, havia uma questão que andava na boca do mundo:
«O que achas que Daniel Craig vai representar no universo 007?
a) mais do mesmo
b) pior
c) uma verdadeira revolução»


Sempre defendi que esta última seria a correcta, e não me enganei! Daniel Craig é senão mesmo o melhor James Bond de sempre. Este apresenta-se como irreverente, lutador, sem abuso de tuxedos e despido de gadgets.

Em Casino Royale nós fazemos parte da intriga, torcemos por Bond, sofremos com Bond, vivemos o bluff e a pressão do Casino, ao mesmo tempo que tentamos entrar na sua mente.

Com um James Bond humano (que luta, sangra, apaixona e sofre perdas), um Aston Martin nada fantasioso... Casino Royale é mais film noir e menos stunt movie. Provavelmente o melhor 007 de sempre!






Classificação:





sábado, outubro 28, 2006

Maria Antonieta (2006)


Título Original: Marie Antoinette
Realização: Sofia Coppola
Argumento: Sofia Coppola
Género: Biografia
Intérpretes: Kirsten Dunst; Jason Schwartzman

Crítica:

As primeiras cenas de Marie Antoinette funcionam como um presságio para tudo o que se segue.

Chegada ao solo francês como menina inocente, é de imediato despojada de tudo o que é Austriaco e transformada numa mulher que só veste o que é produzido em França. Segue-se o casamento e é nesta cena que o presságio se torna mais evidente (a forma como Maria Antonieta assina o seu nome, finalizando com um borrão).

Maria Antonieta é ouvida e estimada pelos franceses até lhes dar o que tanto querem, um rapaz!

Sofia Coppola apresenta uma filmagem estática, que supostamente deveria criar a ilusão do espectador ser mais um membro da corte Francesa. Se esta foi a intenção da realizadora, é caso para dizer que fracassou redondamente!

A forma como a filmagem é feita satura o espectador, não cria emoção e o espectador acaba por não entrar dentro da trama. Sofia limita-se a filmar e acaba por não criar um filme.

Os planos são estáticos e frontais. Muitas vezes semelhantes aos que vemos em programas televisivos de baixa categoria.

A montagem está mal feita. Os cortes são notáveis e desnecessários (regra: apenas fazer corte quando há uma mudança na filmagem, a partir de 30 graus - tal não aconteceu!).

A sequência de planos tanto podia ser aquela, como outra qualquer! A trama é rápida, mas o filme é enfadonho. É caso para dizer que Sofia usa duas horas para mostrar algo que deveria levar no máximo 30 minutos.

A banda sonora não é adequada ao género, mas neste aspecto vamos aceitar a escolha como sinal de irreverência e originalidade por parte da realizadora.

Inglês ou Francês? Em que ficamos?! Toda a corte fala em inglês, exceptuando frases mais conhecidas e banais, as quais bem poderão ter sido tiradas de um guia de conversação de francês.

A inocente-» a outsider-» a show off-» o chillout mood-» a mulher diabo-» o regresso à mulher dos folhos -» a protectora da familia; é esta a "evolução" de Marie Antoinette na obra de Coppola.

Se Maria Antonieta vivesse na Nova Iorque do século XXI vestiria DKNY, Dolce Gabbana e Prada. Calçaria apenas Manolo Blanick. Beberia capuccinos no Dean and Deluca, seria seguidora do Sexo e a Cidade e vaguearia pela internet à procura de alguém que lhe desse atenção.

Se vivesse em Paris (ainda século XXI) manter-se-ia fiel ao Chanel, usaria Louis Vuitton e o croissant faria obrigatoriamente parte da sua dieta.

Se vivesse em Londres (século XXI) estaria novamente sujeita aos protocolos, se bem que numa monarquia bem mais propícia aos escândalos, onde se enquadraria de certa forma. Seria então o documento vivo da "Louca por Compras" (livro de Sophie Kinsella).

O Choque: os Converse azuis que integram a colecção de sapatos de Marie Antoinette.


Terá a Maria Antonieta (de Coppola) sentimentos? Terá verdadeiramente sentido as perdas que inundaram a sua existência? Onde está o drama?

É vergonhoso ver Sofia Coppola a filmar assim! Depois de obras como Virgens Suicidas e Lost in Translation, Sofia acaba por perder todos os seus créditos tal como os Franceses perderam o seu dinheiro para as exigências da Corte. Nem a faustosidade de Versalhes, Coppola foi capaz de verdadeiramente captar.

Ao longo da pelicula existem quatro muito breves menções ao que acontece na França, em termos sociais e politicos.

Se está interessado em saber a vida de Maria Antonieta e é suficientemente preguiçoso para ler textos sobre a matéria, o filme de Sofia Coppola não é uma solução para as suas ânsias.


Classificação:

domingo, outubro 15, 2006

O regresso de Renée Zellweger, desta vez como Beatrix Potter

Anne Hathaway sensualissima em HAVOC

Filme da Semana



Título: Uma Família à Beira de Um Ataque de Nervos
Título Original: Little Miss Sunshine
Ano: 2006
Realização: Jonathan Dayton / Valerie Faris
Argumento: Michael Arndt
Género: Aventura / Comédia / Drama
Elenco: Abigail Breslin; Greg Kinnear; Paul Dano; Toni Collette; Steve Carell


Sinopse:

«Olive é uma miúda de 7 anos que tem um sonho: vencer o concurso da “Little Miss Sunshine”. A sua família deseja também que esse sonho se concretize, mas como estão sempre ocupados com os seus próprios sofismas, neuroses e problemas, mal têm tempo para pensar nisso.
Richard, o pai de Olive, é um fracasso como orador, continuamente preocupado com a sua “filosofia barata” e em vender o seu programa “ 9-Step”. A mãe, Sheryl, é a favor da verdade acima de tudo. O seu tio Frank, um professor de filosofia gay, tentou suicidar-se depois de um romance fracassado com um dos seus alunos. O seu irmão Dwayne, um adolescente seguidor fanático de Nietzsche, fez voto de silêncio o que lhe permite isolar-se da família que o atormenta. E o avô de Olive, apesar de ser um desbocado e viciado em heroína, é o único que a entusiasma a seguir o seu sonho.
Podem não ser a imagem de uma família no seu estado de saúde mental perfeito, mas acabam todos por se juntar, numa viagem estrada fora até à Califórnia, para levar Olive a participar no concurso “Little Miss Sunshine”...
Preparem-se para o mais divertido “road movie” do ano!
Aplaudido pelo público e pela crítica, como a verdadeira revelação do Festival de Sundance 2006. » IN Sapo.pt


Estreias a 12 de Outubro

As Duas Vidas da Serpente
End Game - Crime Perfeito
Filme da Treta
Mas que culpa temos nós?
Rapace
Uma Família à Beira de Um Ataque de Nervos
O Guardião

domingo, outubro 08, 2006

Poster deliciosamente macabro

Saw III

As mais sinceras desculpas...

pela falta de actualizações.

Prometemos inverter a situação muito em breve!

Estreias a 5 de Outubro

Eis uma semana marcada por estreias bastante antagónicas. Temos duas honras de Cannes, um filme pipoca e mais um filme de animação para juntar à longa lista de filmes de animação que estraram ao longo deste ano.

A Dália Negra
Click
Transe
Balbúrdia na Quinta

segunda-feira, outubro 02, 2006

A Minha Super-ex (2006)

Título Original: My Super-ex Girlfriend
Realização: Ivan Reitman
Argumento: Don Payne
Género: Comédia
Intérpretes: Uma Thurman / Luke Wilson / Anna Faris
O processo de ruptura de uma relação nunca é fácil, ficam sempre coisas por explicar e acções que são mal interpretadas. Por vezes, a ruptura de uma relação assemelha-se à instauração de uma guerra de pequena dimensão. Agora imagine que a sua ex-namorada tem super poderes!
A retórica em questão é notória e não pára de invadir a minha mente «Como é que Uma Thurman, repito Uma Thurman, aceitou participar numa "roubada" destas?»
Nada em "My Super-ex Girlfriend" parece ser interessante e até mesmo coerente. As sequências que supostamente seriam direccionadas à diversão tornam-se exaustivamente enfadonhas.
O positivo: Ter a Uma Thurman no elenco; o facto de tratar-se de um filme centraso numa super-heroina; Anna Faris (Scary Movie) num papel maduro e bem distante das interpretações a que nos habituou
A ver em caso de tentativa de suicídio psicológico.
Classificação:

segunda-feira, setembro 18, 2006