
Título Original: Inland Empire
Argumento e Realização: David Lynch
Género: Drama, Mistério
Intérpretes: Laura Dern, Jeremy Irons, Justin Thereoux, Harry Dean Stanton
Argumento e Realização: David Lynch
Género: Drama, Mistério
Intérpretes: Laura Dern, Jeremy Irons, Justin Thereoux, Harry Dean Stanton
“It´s a story that happened yesterday, but I know it’s tomorrow”
Inland Empire é concretamente um filme sobre um filme. No entanto, o desbravar das imagens projectadas na tela revela-nos um filme sobre o medo, a inquietação e a humilhação. Através da vida de uma mulher que não tem noção do tempo e do espaço.
Inland Empire é concretamente um filme sobre um filme. No entanto, o desbravar das imagens projectadas na tela revela-nos um filme sobre o medo, a inquietação e a humilhação. Através da vida de uma mulher que não tem noção do tempo e do espaço.
O drama feminino percorre, em várias vertentes, esta obra. Mostra-nos a linearidade deste universo. Confere ao filme uma dualidade de interpretações. Podemos pensar no rise and fall de uma actriz. Ou ainda no caminho tomado, caso a vida não lhe tivesse proporcionado uma carreira de sucesso.
Este filme é também a concretização da premonição que é anunciada no início. Uma premonição sem sentido, pensamos nós. Confronta-nos, ainda, com a banalização da morte. De uma forma dura e crua.
A narrativa está subjacente a duas metáforas. A primeira é um gira-discos em funcionamento. Abre o filme e torna a aparecer lá para meio da película. Para elucidar o espectador da homogeneidade do universo feminino. É um ciclo. Não há nada a fazer. A segunda metáfora é o espelho. Surge para completar a ideia anunciada na metáfora anterior.
Uma viagem à consciência? É provável. Através da viagem pelos quartos da casa. Em close-up aparece um candeeiro de forma fálica. Emite uma luz trágica. A sua explosão enche o quarto. Não com escuridão, mas com mulheres. De onde vieram? “Hey look at us and tell us you’ve seen us before”.
Com alguns bons momentos fotográficos e com uma excelente incorporação da banda sonora. A mais recente obra de Lynch é uma narrativa não linear. Recheada de planos de pormenor, revela-se uma obra única que deve ser saboreada no momento. A ser pensada, apenas no pós-sala. Compacta, dura e com alguns momentos perturbantes.
“Strange what love does”
O mais: a interpretação de Laura Dern
O menos: a qualidade da imagem
Um comentário:
A “doutrina” divide-se quanto a este Lynch. Ainda não vi…
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