



Este é sem dúvida um ano fortíssimo para a sétima-arte. Grandes filmes. Interpretações magníficas.
Não era esperado que assim fosse, devido à greve dos argumentistas. As grandes produções foram adiadas, os Óscares de 2008 estiveram por um fio e a comunidade cinéfila entrava de luto - "Para quando um bom filme?"
Pois é, depois da tempestade a bonança.
O final de 2008 e o início de 2009 (aquilo a que chamamos período Óscares) está povoado de grandes filmes. Fitas e interpretações tão potentosas que qualquer decisão acerca do "Melhor" (independentemente categoria) não é tomada de ânimo leve.
Enquanto os cinéfilos entram em debates acesos, sobre interpretações e outras questões cinematográficas (argumento, filmagem, fotografia, sonoplastia, iluminação....), os júris parecem francamente decididos quanto àquilo que devem premiar.
O fenómeno começou no Critic's Choice Awards e continuou nos Globos de Ouro, Goya e BAFTA.
Conclusões a que chegamos:
Slumdog Millionaire (Quem quer ser Bilionário?) é o FILME DO ANO. Apesar dos críticos portugueses (Expresso, Público...) continuarem a atirar escarros e pontapés à nova pérola de Danny Boyle. Razão? Muito provavelmente não sofrem as maiores simpatias pelo realizador. É certo que Trainspotting é o ponto alto da filmografia de Boyle e A Praia é um filme deplorável, mas.... vamos lá esquecer isso e focar as atenções no essencial.
Kate Winslet é uma MAGNÍFICA ACTRIZ, capaz de dificultar a vida de Angelina Jolie e Cate Blanchett.
Mickey Rourke é o ACTOR DO ANO, após ter estado 14 anos afastado do grande ecrã. Brad Pitt, parece que não é desta!
Heath Ledger é o MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO.
A grande surpresa: o reconhecimento do talento espanhol - Penélope Cruz (Goya e BAFTA - Melhor Actriz Secundária em Vicky Cristina Barcelona).
Sinto-me tentada a apostar que o cenário na noite das estatuetas douradas não vai ser muito diferente.
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