
The Good Girl Gone Bad
Anne Hathaway habituou-nos aos papéis de boa rapariga. Vestiu a pele de uma jovem nova-iorquina que, sem saber, era princesa da Genóvia (O Diário da Princesa), foi uma estagiária torturada em O Diabo Veste Prada e ainda esteve casada com um homossexual (O Segredo de Brokeback Mountain).
Em O Casamento de Rachel, Anne Hathaway é um furacão. Interpreta Kym, uma jovem acabada de sair da reabilitação, a ovelha negra da família. Os esforços e a culpa fizeram com que se mantivesse sóbria durante 9 meses, uma valente proeza.
Regressa a casa em vésperas do casamento da irmã. Como será o reencontro com a família.
Neste filme de Jonathan Deeme pouco ou nada nos interessa a história. Não queremos saber o que, realmente, aconteceu com Kym ou até mesmo como vai correr o casamento. Hathaway consegue o efeito semelhante ao de um iman com a sua interpretação. Nunca sabemos o que vai fazer a seguir.
Deeme mostra-nos uma família à beira de um ataque de nervos. O desequilíbrio não reside apenas em Kym.
O maior problema deste filme está na técnica de filmagem - o recurso constante de câmara ao ombro. Sim, dá-nos a impressão de que estamos no local a assistir a tudo. E sim, por vezes ficamos com tonturas devido à rapidez com que a câmara se movimenta no campo e contracampo.
O Casamento de Rachel, é um filme independente a tocar ligeiramente no comercial, vale pela interpretação estrondosa de Anne Hathaway.
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